O que é Engomadeira
Mulher que vive de engomar roupas.
Escrito por sr-jr2008 às 1h36 AM
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CABULA
O bairro do Cabula era formado por fazendas e chácaras e seus donos foram os primeiros a se instalarem. O Cabula foi doado a Antonio de Ataíde - Conde da Castanheira - pelo seu primo-irmão, Tomé de Souza. Antonio acabou arrendando esta área para o senhor Natal Cascão. Ele providenciou a construção da capela de Nossa Senhora do Resgate, conhecida,hoje, por Igreja da Assunção. Até o início da década de 1940, o referido local representava uma importante área verde de Salvador e era constituído por fazendas, cuja principal produção era a de laranjas.
Em 1950, uma praga destruiu os laranjais, sendo este um fato muito importante para a transformação do uso do solo no Cabula. Os anos 70 e os posteriores foram marcados por alterações estruturais: as antigas fazendas haviam sido vendidas e/ou divididas em lotes menores, transformando o Cabula.
O povoado começou a se formar ao redor, caminhos foram abertos fazendo ligações com outras localidades. O Exército, mais especificamente o 19º Batalhão, que teve a heroína Maria Quitéria prestando serviço militar nas dependências do quartel, também foi responsável pela ligação do Cabula com outras áreas, originando, assim, os bairros do Saboeiro e Barreiras
Escrito por sr-jr2008 às 1h01 AM
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ENGOMADEIRA quem ver hoje
Quem vê Engomadeira hoje, povoada e urbanizada desordenadamente, não imagina que ali, até meados do século passado, existiam fazendas de coronéis e chácaras onde as pessoas cultivavam agricultura de subsistência e preservavam fontes e nascentes utilizadas nas tarefas domésticas, no lazer e nos ritos às divindades afro-brasileiras. Contam seus moradores mais antigos que a ação feminina foi decisiva na formação do bairro. Foi justamente a atividade mais praticada pelas mulheres, famosas lavadeiras e engomadeiras das roupas dos quartéis das forças armadas, que rendeu ao lugar o nome de Engomadeira. Um destes testemunhos é o de Helenita Lima Ferreira, 61 anos e moradora do bairro há mais de 30, conhecida como D. Nita: “Eu ouvi falar nesta história, que a Engomadeira tem nome de Engomadeira por que tem muita lavadeira. (...) eu sou lavadeira e engomadeira profissional”. D.Nita emprestou também sua fibra e suor aos serviços domésticos nos conjuntos habitacionais construídos nas imediações do bairro. Situação que levou um grupo de mães a fundar, em 1985, uma das entidades mais antigas e representativas da comunidade, o Conselho de Moradores do Bairro da Engomadeira (Comobe), que tem à sua frente uma mulher negra, professora e mãe de três filhos, Antonieta da Conceição Souza Santos, a D. Antonieta, moradora do bairro há 32 anos: “Criamos a escolinha porque as mães iam trabalhar e não tinham com quem deixar os meninos”, explica. Hoje, os filhos das engomadeiras e empregadas domésticas são professores, radialistas, universitários e ativistas sociais que estão à frente de muitas das organizações da comunidade. As pesquisas desenvolvidas por essa nova geração já sugerem uma nova explicação para o nome do bairro, que teria origem na palavra de origem bantu “ngoma”, que significa “tambor” no candomblé de Angola.
Escrito por sr-jr2008 às 12h57 AM
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BRASIL, Nordeste, SALVADOR, ENGOMADEIRA, Homem, de 12 a 15 anos, Portuguese, Portuguese, Arte e cultura, Cinema e vídeo MSN - junior080592@hotmail.com
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