UOL BuscaSUSSUARANA 

 Situado próximo ao Centro Administrativo da Bahia, o bairro de Sussuarana concentra na sua composição populacional - com cerca de 110 mil habitantes - o perfil de pessoas com baixo poder aquisitivo que habitam um bairro periférico com insuficiência nos serviços públicos. Possui vários grupos comunitários, dentre eles a UMBAS – União dos Moradores do Bairro da Sussuarana, fundada em 1998, e que desenvolve atividades como cursos de crochê e manicure. Em 2001 foi inaugurada a ESCCOPUMBAS – Escola Creche Comunitária Polivalente da União dos Moradores do Bairro da Sussuarana, para oferecer o serviço de creche a crianças de 2 a 6 anos, bem como garantir a possibilidade das mães em busca de emprego.



Escrito por sr-jr2008 às 4h25 PM
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 fazenda grande

 

Mais de cinco mil moradores do Complexo da Fazenda Grande estão sendo beneficiados diretamente com a construção da Avenida Assis Valente, que envolveu ainda implantação de infra-estrutura e urbanização. Realizada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), a obra vai ser inaugurada pelo governador Paulo Souto neste sábado (19), às 10h30. A nova via urbana tem cinco quilômetros de extensão, sistema de tratamento de esgoto, 11 quilômetros de passeio de concreto, iluminação pública, sinalização horizontal e vertical, praça, campo de futebol e 15 boxes para comércio e simboliza, segundo o presidente da Conder, Mário Gordilho, " a preocupação que o governador Paulo Souto tem com Salvador e de uma forma especial com as comunidades mais carentes e a periferia da cidade.

 

“É uma evolução para o nosso bairro. Antes era abandonado, tinha muito roubo, principalmente por causa da falta de iluminação. Agora a gente pode ver sempre uma viatura policial passando por aqui. Com isso, estamos nos sentindo mais seguros e valorizados”, afirmou Martina Clara de Assis, 34 anos, moradora da Fazenda Grande I.

 

Moradora da região há 23 anos, a ourives Olívia Nascimento, 50 anos, transmitia satisfação ao conversar com as amigas na rua. “Olha o que o governo fez no nosso bairro, ficou maravilhoso. Uma área de lazer muito bonita, um lugar digno para os comerciantes, nem se compara a como estava antes”, disse. Antes de ser construída, a Avenida Assis Valente era apenas barro e mato, o que facilitava a ação de assaltantes. Hoje, o medo de passar pelo local foi substituído pelo prazer de atividades como fazer cooper durante o dia com a família.

 

Os comerciantes da Fazenda Grande serão beneficiados com 15 boxes implantados no bairro em uma área da Pronaica. Atualmente, essas pessoas se encontram em barracas velhas, construídas em cima de barro. “A idéia do governo foi excelente. Agora vamos ter o lugar que merecemos, com boa infra-estrutura. Nem se compara a essas barracas velhas. A via construída também foi uma obra maravilhosa para nossa comunidade. Isso valoriza bastante o bairro”, relatou o comerciante Floro Marques da Silva, 60 anos, morador da região há 21 anos.

 

A vizinha de barraca, Célia Bispo dos Santos, 56 anos, completou: “Tenho certeza que esta mudança vai ser positiva para nós comerciantes. Muita coisa aqui mudou com essas obras. Até estacionamento ao lado do campo de futebol construíram. Essa região, antes da reforma, era freqüentada por maconheiros. Agora nos sentimos mais seguros”. Moradora da região de Cajazeiras há 20 anos, Célia disse ainda que há muito tempo não via uma reforma grande no seu bairro.

 

Sentada em uma escadaria, Valdelice Ferreira Freitas, 56 anos, observava os homens trabalhando na construção dos boxes. “Um desses vai ser meu. Estou gostando muito dessa novidade. Minha barraca estava muito velha, feia. Agora olha só que maravilha que eu e meus colegas vamos ganhar!”, comemorou a comerciante ao lado de sua filha. Valdelice mora na localidade há 26 anos e fez questão de demonstrar a importância das obras para comunidade: “Isso aqui está melhorando muito. Ficamos felizes quando percebemos que o governo se preocupa com o bem-estar da sociedade”.

 

Todos os dias depois da aula, o estudante Samuel Felipe Batista, 16 anos, e os seus colegas se encontram no campo de futebol para “bater o baba”. “A reforma foi ótima para nós jovens, que temos o campo como a principal área de lazer do bairro”, pontuou o estudante. Samuel lembra que antes, quando chovia, o campo ficava inundado. “Era impossível jogar bola em época de chuva. Agora, além da melhoria do campo, foram reformadas as traves, a arquibancada e o alambrado. Estamos muito satisfeitos”, completou.

 



Escrito por sr-jr2008 às 4h15 PM
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Logotipo Lucky Dube intro.jpg (11883 bytes)

In Portuguese Only

Lucky Dube (pronuncia-se Doo-Bay), nasceu a 3 de Agosto de 1964, inserido numa família destruída pelo alcoolismo do pai, Lucky viveu por várias vezes com os tios até finalmente a avó tomar conta dele. Com uma infância difícil, Lucky teve a sorte de ser escolhido como assistente na livraria da escola, mergulhou dentro da Literatura, foi descobrindo a história da sua nação – Àfrica Do Sul e ainda cultivou a religião Rastafari. Com as naturais dificuldades financeiras, Lucky foi trabalhar como jardineiro para famílias brancas com o intuito de comprar discos Reggae, uma guitarra e inclusivé uma melódica. Em 1979 Richard Siluma apercebeu-se do potencial do rapaz e concedeu ao sobrinho a oportunidade de poder acompanhá-lo na sua banda, "The Love Brothers". Com apenas 15 anos, Lucky sentiu que estava preparado para se tornar artista, formou a "The Sky Way Band" e mediante a tradição "mbaquanga" (género musical mais popular de Àfrica Do Sul) deu-se a conhecer à massa Africana. Tendo como preferência interior a música Reggae, Dube viu-se perante a dura realidade de que as companhias discográficas não tinham qualquer interesse neste género musical (não vendia), Dube foi "obrigado" a continuar dentro da tradição "mbaquanga". Em 1982 saíu o primeiro LP, "Mbaquanga" foi gravado em associação com a banda "The Love Brothers", em consequência surgiu "Lenganengeyetha" o segundo registo (a solo) da sua carreira, "Baxololeni", um dos singles retirados do álbum conseguiu a proeza de vender 25 mil cópias, Dube ainda gravaria nos dois anos seguintes, dois LPs dentro do mesmo género musical.

Em 1985 Dube e o primo Richard Siluma (já o seu produtor) gravaram secretamente o primeiro álbum Reggae, "Rastas Never Dies" ainda viu a luz do dia através da editora Teal Records mas sem o essencial "airplay" das rádios o primordial registo perdeu-se. A editora exigindo o retorno do investimento realizado no registo Reggae, exigiu que Dube voltasse à tradição "mbaquanga". Nesse mesmo ano alcançou um dos grandes sonhos da sua vida, representar, Dube participou no filme "Getting Lucky" e mais importante, compôs a banda sonora. Finalmente em 1986, já através da editora Gallo Music, saíu o segundo registo Reggae, "Think About The Children" impulsionava a todo o vapor a sua carreira para o estrelato. "Slave" em Setembro de 1987 foi a conquista da preserverança e optimismo, cantado em inglês, o terceiro registo Reggae vendeu em apenas três meses 76 mil cópias, elevando Dube a um nível nunca antes alcançado em Africa Do Sul (foram contabilizadas cerca de 500 mil cópias vendidas até aos dias de hoje, sem dúvida um projecto a explorar). Já com a Celluloid (França) e a Shanachie (Estados Unidos) na posse dos direitos de distríbuição, "Slave" expôs Dube a uma audiência que acabaria por "conquistar" nos anos seguintes. Uma tourneé pelo seu País (sobretudo Pretória, onde estiveram presentes 65 mil pessoas) com o título de "Lucky Dube Show" foram os ingredientes perfeitos para a promoção do álbum seguinte, "Together As One" em 1988 foi um registo que relatava o Apartheid (...too much people hate Apartheid, why do you like it...), esta canção esteve para ser proíbida nas rádios, mas a nível político eram exigidas reformas no País e por essa razão este "tipo" de mensagens acabou por ter airplay pela primeira vez nas Rádios. No ano seguinte surgiram duas importantes tourneés fora do seu País, "Franchement Zoulou" (em que acompanhou alguns dos maiores nomes da música Africana em cinco cidades) em França e ainda uma viagem por doze cidades nos Estados Unidos. "Prisoner" em Outubro de 89, deslumbrou as editoras com a categórica dupla platina na primeira semana de edição e mais importante, coincidência ou não, foram libertados na semana de edição do registo, oito prisioneiros políticos no seu País. "OKTV Awards" em 1990 concedeu-lhe os galardões de "Best Male Vocalist", "Hit Of The Year", "Best Engineer" e ainda o prémio para a "Best Sleeve Design", Dube tinha conquistado Àfrica Do Sul. "Captured Live" regista os momentos da tourneé mundial realizada por Dube em 1990. Com bizarros crimes políticos a arrasarem por completo o seu País, 2 de Maio de 1991 realizou-se o memorável concerto "Reggae Strong For Peace" (existe este registo em LP) com o intuito de alertar as mentes políticas de que o povo estava a sofrer, nesse mesmo ano inundou os ouvidos Jamaicanos de harmoniosos sons Afro / Reggae no conceituado "Reggae Sunsplash" e ainda teve tempo de lançar o enorme registo "House Of Exile" que no ano seguinte lhe daria os galardões de "Best Video Of The Year" e "Best Sleeve Design". Já com os mercados Europeus e Americanos conquistados musicalmente, "Victims" em 1993 entraria no selectivo "World Music Chart" o qual lá ficou por alguns meses. Partilhando os palcos com estrelas mundiais como Peter Gabriel, Aerosmith , Arrested Development e Sting, Dube alcançou um protagonismo que só é possível a talentos natos, o magnífico registo "Trinity" saíria em 1995 já com o selo da editora Motown e desta uma vez sim, o Planeta estava rendido ao seu talento. O ponto mais alto da sua carreira sucedeu em em 8 de Maio de 1996, Dube recebeu em Monte Carlo o galardão de "World’s Best Selling African Recording Artist" no insubestimável "World Music Awards" e lançou em forma de comemoração de uma década de carreira o fabuloso "Serious Reggae Business" que embora possa parecer um "Best Of", na realidade inclui gravações nunca antes disponíveis, caso da brilhante adaptação do clássico dos Foreigner "I Want To Know What Love Is"(este disco é também interactivo, compatível com o Windows). Em 1999 foi lançado o último trabalho até ao momento, "The Way It Is" é fenomenal.

Importante:

Em género de conselho, apartir do lançamento do álbum "Slave" aconselho a explorarem qualquer dos outros registos.

Discography :

capa Lucky Dube Rastas Never Die.jpg (11760 bytes)              capa Lucky Dube Think About The Children.jpg (10027 bytes)             Capa Lucky Dube Slave.jpg (9511 bytes)             capa Lucky Dube Together As One.jpg (11861 bytes)            

"Rastas Never Die"    "Think About The Children"     "Slave"                   "Together As One"   

capa Lucky Dube Prisioner.jpg (11058 bytes)               Capa Lucky Dube Captured Live.jpg (14821 bytes)           capa Lucky Dube HouseOf Exile.jpg (11420 bytes)            capa Lucky Dube Victims.jpg (9534 bytes)

 " Prisoner"                    "Captured Live"             "House Of Exile"                 "Victims"    

 capa Lucky Dube Trinity.jpg (11561 bytes)              capa Lucky Dube Serious Reggae Business.jpg (11918 bytes)           capa Lucky Dube Live In Concert.jpg (10275 bytes)             capa Lucky Dube The Way It Is.jpg (5934 bytes)   

    "Trinity"            "Serious Reggae Business"      "Live In Concert"        "The Way It Is" 

Released By : " Gallo Record Company "

  • Paulo Matos, Reggae Portugal May 2000


Escrito por sr-jr2008 às 3h19 AM
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No verão de 1971 Bob aceitou o convite de Johnny Nash para acompanhá-lo à Suécia, ocasião em que assinou contrato com a CBS, que era também a editora do americano. Na primavera de 72 todos os Wailers já estavam na Inglaterra, promovendo o single “Reggae on Broadway”, mas sem alcançar bom resultado. Como última tentativa Bob entrou nos estúdios da Island Records, que havia sido a primeira a dar atenção ao crescimento da música jamaicana, e pediu para falar com o seu fundador, Chris Blackwell. Blackwell conhecia a fama dos Wailers e o grupo estava fazendo uma proposta irrecusável. Eles estavam adiantando 4 mil libras para gravar um álbum e para que, pela primeira vez, uma banda de reggae tivesse acesso as mais avançadas técnicas de gravação e fosse tratada como eram as bandas de rock da época. Antes dessa proposta as editoras achavam que um grupo de reggae só vendia em singles ou compilações com várias bandas. O primeiro álbum dos Wailers, "Catch A Fire" quebrou todas as regras: era lindamente embalado e fortemente promovido. Era o começo de um longo caminho à fama e ao reconhecimento internacional. Embora  "Catch A Fire" não tenha sido um hit instantâneo, o álbum teve um grande impacto na imprensa. O ritmo marcante de Marley, aliado às suas letras militantes vinham com total contraste ao que estava sendo feito então. Os Wailers chegaram em Londres em abril de 73, embarcando numa série de apresentações que mostraria sua qualidade como banda de shows ao vivo. Entretanto, após três meses, o grupo voltou à Jamaica e Bunny, descontente com a vida na estrada, recusou-se a tocar na turnê americana. No seu lugar entrou Joe Higgs, o velho professor de canto dos Wailers. A turnê americana incluía, além de algumas casas de show, a participação em alguns shows de Bruce Springsteen e Sly & The Family Stone, a principal banda de música negra americana do momento. Mas depois de quatro shows ficou claro que colocar os Wailers abrindo espetáculos poderia ser pouco aconselhável para as atracções principais. A banda foi então para San Francisco, onde a rádio KSAN transmitiu uma apresentação ao vivo que só foi publicada em 1991, quando a Island lançou o álbum comemorativo "Talkin' Blues". Em 73 o grupo também lançou o seu segundo álbum pela Island, "Burnin", um LP que incluía novas versões de algumas das suas mais velhas músicas, como: “Duppy Conqueror”, “Small Axe” e “Put It On”, junto com faixas como “Get Up, Stand Up” e “I Shot The Sheriff” (que no ano seguinte se tornaria um enorme sucesso mundial na voz de Eric Clapton, alcançando o primeiro lugar na lista dos singles mais vendidos nos Estados Unidos). Em 74 Marley passou uma grande parte do seu tempo no estúdio trabalhando nas sessões que resultaram em “Natty Dread”, um álbum que incluía músicas como “Talkin’ Blues”, “No Woman No Cry”, “So Jah Seh”, “Revolution”, “Them Belly Full (But We Hungry)” e “Rebel Music (3 o’clock Roadblock)”. No início do próximo ano, entretanto, Bunny e Peter deixariam definitivamente o grupo para embarcar em carreiras solo enquanto a banda começava a ser conhecida por Bob Marley & The Wailers. “Natty Dread” foi lançado em Fevereiro de 75 e logo a banda estava novamente na estrada. A composição harmônica perdida com a saída de Bunny e Peter havia sido substituída pelas I-Threes, um trio feminino composto pela esposa de Bob, Rita, além de Marcia Griffiths e Judy Mowatt. Entre os concertos, os mais importantes foram as duas apresentações no Lyceum Ballroom de Londres que até hoje são lembradas entre as melhores da década. Os shows foram gravados e logo o disco, junto com o single “No Woman, No Cry”, estava nas paradas de sucesso. Em Novembro, quando Marley voltou a Jamaica para tocar num show beneficiente com Stevie Wonder ele já era obviamente a maior estrela da ilha. “Rastaman Vibrations”, o álbum seguinte, lançado em 76, atingiu o topo das paradas americanas e é considerado por muitos a mais clara exposição da música e das crenças de Bob. O LP incluía músicas como “Crazy Baldhead”, “Johnny Was”, “Who The Cap Fit” e, talvez a mais significativa de todas, “War”, cuja letra foi extraída de um discurso do Imperador Hailè Selassiè, nas Nações Unidas.

Com o sucesso internacional cresceu a importância política de Bob Marley na Jamaica, onde a fé Rastafari expressa pela sua música alcançava forte ressonância na juventude dos ghetos. Como forma de agradecimento ao povo da ilha, Bob decidiu dar um concerto aberto no Parque dos Heróis Nacionais de Kingston, em 5 de dezembro de 1976. A idéia era enfatizar a necessidade de paz nas ruas da cidade, onde as brigas de gangues estavam a causar confusão e mortes. Logo depois do anúncio do show, o governo convocou eleições para o dia 20 de dezembro. Isso deu nova força à guerra no gheto e, na tarde do concerto atiradores invadiram a casa de Bob e alvejaram-no. Na confusão os atiradores apenas feriram Marley, que foi levado a salvo às montanhas na cercania da cidade. Entretanto ele resolveu fazer o show de qualquer maneira e subiu ao palco para uma rápida apresentação em desafio aos seus agressores. Foi a última apresentação de Bob na Jamaica por oito meses. Logo após o show ele deixou o país para viver em Londres, onde gravou o seu próximo álbum, “Exodus”.

Lançado no verão daquele ano, “Exodus” consolidou o status internacional da banda, ficando nas paradas da Inglaterra por 56 semanas seguidas e tendo seus três singles - “Waiting In Vain”, “Exodus” e “Jammin’” - com grandes vendagens. Em 78 a banda capitalizou novo sucesso com “Kaya”, que alcançou o quarto lugar na Inglaterra logo na semana seguinte do lançamento. O álbum mostrava uma nova vertente de Marley, com uma colecção de canções de amor e, claro, homenagens ao poder da "Ganja". Do álbum foram extraídos dois singles: “Satisfy My Soul” e “Is This Love”. Ainda em 78 aconteceriam mais três eventos com extraordinária importância para Marley. Em Abril voltou à Jamaica para o “One Love Peace Concert”, quando fez com que o Primeiro-Ministro Michael Manley e o líder da oposição Edward Seaga dessem as mãos em palco, foi então convidado para ir à sede das Nações Unidas, em Nova York, para receber a Medalha da Paz. E, no fim do ano, Bob visitou a África pela primeira vez, indo inicialmente ao Kenya e depois à Etiópia, o lar espiritual Rastafari. A banda havia recém terminado uma turnê pela Europa e América que rendeu o segundo álbum ao vivo: “Babylon By Bus”. “Survival”, o nono álbum de Bob Marley pela Island foi lançado no verão de 1979. Ele incluía “Zimbabwe”, um hino para a Rodésia, que logo seria libertada, junto com “So Much Trouble In The World”, “Ambush In The Night” e “Africa Unite”. Como indica a capa, que contém as bandeiras das nações independentes, “Survival” foi um álbum em homenagem à solidariedade Pan-Africana. Em abril de 1980, o grupo foi convidado oficialmente pelo governo do recém libertado Zimbabwe para tocar na cerimônia de independência da nova nação. Essa foi a maior honra oferecida à banda e demonstrou claramente a sua importância no Terceiro Mundo. O próximo disco da banda, “Uprising”, foi lançado em maio de 80 e teve sucesso imediato com “Could You Be Loved”. O álbum também trazia “Coming In From The Cold”, “Work” e a extraordinária faixa de encerramento, “Redemption Song”. Os Wailers então embarcaram na sua maior turnê européia, quebrando recordes de público pelo continente. A agenda incluía um show para 100 mil pessoas em Milão, o maior da história da banda. Bob Marley & The Wailers eram a maior banda na estrada naquele ano e “Uprising” estava em todas as paradas da Europa. Era um período de máximo optimismo e estavam a ser feitos planos para uma turnê na América na companhia de Stevie Wonder no final do ano.



Escrito por sr-jr2008 às 3h08 AM
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No fim da turnê européia Marley e a banda foram para os Estados Unidos. Bob fez dois shows no Madison Square Garden, mas logo após caiu sériamente doente. Três anos antes, em Londres, tinha ferido o dedo do pé a jogar futebol. O ferimento tornou-se canceroso e, apesar de ter sido tratado em Miami, continuou a progredir. Em 1980, o câncer, na sua forma mais virulenta, começou a espalhar-se pelo corpo de Bob. Ele controlou a doença por oito meses, fazendo tratamento na clínica do Dr. Joseph Issels, na Bavária. O tratamento de Issels era controverso por usar apenas remédios naturais e não tóxicos e, por algum tempo, pareceu estabilizar a condição de Bob. Entretanto, repentinamente a luta começou a ficar mais difícil. No começo de maio ele deixou a Alemanha para voltar à Jamaica, mas não completou a viagem. Bob Marley morreu num hospital de Miami na segunda-feira, 11 de maio de 1981. No mês anterior, Marley havia sido agraciado com a Ordem do Mérito da Jamaica, a terceira maior honra da nação, em reconhecimento à sua inestimável contribuição à cultura do país. Na quinta-feira, 21 de Maio de 1981, o Honorável Robert Nesta Marley O. M. recebeu um funeral oficial do povo da Jamaica. Após o funeral - assistido tanto pelo Primeiro-Ministro como pelo líder da oposição - o corpo de Marley foi levado à sua terra natal, Nine Mile, no norte da ilha, onde agora descansa em um mausoléu. Bob Marley morreu aos 36 anos, mas a sua lenda permanece viva até hoje. Créditos á Reggae Enciclopédia. Paulo Matos 99 PS: A Island Records / Universal irá relançar nos próximos dois anos, os dezoito álbuns de Bob Marley & The Wailers. A particularidade reside no facto de todos os discos reeditados surgirem em duplo compacto, com as versões remasterizadas das master tapes originais gravadas pelo grupo. Em Abril foi editado o primeiro registo, chama-se "Catch A Fire Deluxe Edition", e pode desde já ouvir esta essêncial edição. 1973 / 2001 Em Maio foi editado "One Love The Very Best Of Bob Marley", um projecto que inclui um inédito de 1977, "I Know A Place" : Em Setembro foi (re) editado o majestoso álbum Exodus : Deluxe Edition Originalmente lançado no dia 3 de Junho de 1977 através da Island Records, Exodus, vinte e quatro anos depois é reeditado num duplo compacto denominado "Exodus Deluxe Edition". No alinhamento do LP original surgiam apenas 10 canções : 1. natural mystic, 2. so much things to say, 3. guiltiness, 4. the heathen, 5. exodus, 6. jamming, 7. waiting in vain, 8. turn your lights down low, 9. three little birds, 10. one love / people get ready. Neste espantoso relançamento, surge no disco um, a inclusão de mais cinco bónus tracks : 11. roots (B side of Waiting In Vain Single), 12. waiting in vain (previously unreleased version), 13. jamming (long version A Side of 12' single), 14. jamming version (previously unreleased), 15. exodus version (B side of exodus single). No disco dois, na minha opinião a grande, e única razão para adquirir este projecto, surge pela primeira vez, cinco excertos do concerto "Live At The Raibow Theatre, London, June 4, 1977", 1. the heathen (previously unreleased), 2. crazy baldhead / running away (previously unreleased), 3. war / no more trouble (previously unreleased), 4. jamming (previously unreleased), 5. exodus (previously unreleased). E ainda as sessões com Lee Perry entre Julho / Agosto de 1977 em Londres: 6. punky reggae party (A side of jamaican 12' single), 7. punky reggae party dub (B side of jamaican 12' single), 8. keep on moving (previously unreleased original mix), 9. keep on moving dub (previously unreleased original mix), 10. exodus avertisement. Para mais informações, consultem a página oficial de Bob Marley. Imperdível lançamento de 2001.

Escrito por sr-jr2008 às 3h07 AM
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